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Cientistas descobrem 4,4 milhões de objetos celestes durante mapeamento

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Imagem de uma constelação de galáxias (Foto: pixabay)

Imagem de uma constelação de galáxias (Foto: pixabay)

Em um estudo publicado online na revista científica Astronomy & Astrophysics nesta sexta-feira (25), astrônomos da Universidade Durham e um time internacional de cientistas registraram em uma imagem cerca de 4,4 milhões de objetos celestes. A descoberta foi feita durante um mapeamento do céu do Hemisfério Norte.

Com auxílio do telescópio Loarf, específico para captação de ondas de rádio, o grupo de estudiosos conseguiu identificar, enquanto mapeavam o céu, objetos celestes em chamas. Esses corpos brilham na frequência do rádio e nunca antes tinham sido observados. “Cada vez que criamos um mapa, nossas telas são preenchidas com novas descobertas e objetos que nunca foram vistos pelos olhos humanos”, conta o astrônomo Timothy Shimwell sobre o estudo.

Imagens, em alta resolução, com contraste de cor de uma parte das grandes galáxias. (Foto: Astronomy e Astrophysics)

Imagens, em alta resolução, com contraste de cor de uma parte das grandes galáxias. (Foto: Astronomy e Astrophysics)

A maioria desses objetos está a bilhões de anos-luz da Terra e são galáxias que abrigam buracos negros massivos ou novas estrelas, de acordo com os autores. Entre os objetos mais raros detectados estão galáxias distantes em colisão e estrelas em chamas dentro da Via Láctea.

Para que as primeiras imagens fossem reproduzidas, foram necessárias 3.500 horas de coletas de dados do telescópio. Depois, as informações passaram por uma tecnologia de ponta de processamento de dados, que gerou imagens mais nítidas dos conglomerados de galáxias e estrelas

Para os autores do estudo, essa descoberta é abre portas para novas descobertas científicas, podendo ajudar a desvendar, até mesmo, como os buracos negros se formam e o Universo se expande. “Abrimos as portas para novas descobertas com este projeto, e trabalhos futuros acompanharão essas novas descobertas com ainda mais detalhes e técnicas”, relata, em nota, Leah Morabito, cientista da Universidade de Durham.