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Filmes que brilharam em Cannes põem um pé no Oscar

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CANNES  –  Uma tragicomédia sobre família sul-coreana em dificuldades financeiras e um drama semi-autobiográfico sobre cineasta espanhol em crise já saem do Festival de Cannes com um pé no Oscar.

Após conquistarem, além de elogios da crítica, prêmios do júri oficial do evento francês, encerrado no último sábado, “Parasite” e “Dor e Glória”, prometem seguir os passos de outros candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro revelados pelo festival sediado todos os anos em maio, na Côte d’ Azur.

Dificilmente a Academia de Hollywood deixará de lado o sul-coreano Bong Joon-ho, vencedor da Palma de Ouro por “Parasite”, ao anunciar os cinco melhores filmes falados em outros idiomas na próxima edição do Oscar. Nos últimos anos, vários ganhadores do prêmio principal de Cannes figuraram entre os indicados da categoria, na maior festa da indústria de cinema americano. Como “Assunto de Família”, do japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma no ano passado, e “The Square”, do sueco Ruben Östlund, premiado em 2017.

Com lançamento nos cinemas do Brasil no dia 13 de junho, o mais novo longa-metragem do espanhol Pedro Almodóvar, “Dor e Glória”, também desponta como um dos candidatos ao Oscar no ano que vem. Embora estivesse entre os mais cotados à Palma, pela crítica especializada, o drama perdeu a estatueta para “Parasite”, mas conquistou o troféu de melhor ator, pelo desempenho de Banderas. Ainda que seja difícil Banderas conseguir uma indicação como ator ao Oscar, pela concorrência mais acirrada, com todos os concorrentes em língua inglesa, a atenção que o filme recebeu durante o festival de Cannes deve garantir a sua entrada na lista dos cinco finalistas como melhor produção estrangeira.

Ganhador de um Oscar de melhor roteiro original, por “Fale Com Ela”, em 2003, quando também disputou como melhor diretor, Almodóvar está sempre no radar da Academia. O seu “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999) levou o Oscar de filme estrangeiro, categoria na qual concorreu pela primeira vez com “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988). Mais recentemente, Penélope Cruz conseguiu uma indicação ao Oscar de melhor atriz com a sua performance em “Volver” (2006), dirigido pelo compatriota.

Por mais que tenha sido ignorado pelo júri de Cannes, presidido pelo mexicano Alejandro Gonzaléz Iñarritu, “Era Uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, sai da Riviera Francesa como mais uma promessa para o Oscar. Até porque o filme com estreia no Brasil em agosto faz uma homenagem à meca do cinema e seus profissionais, retratando Los Angeles no final dos anos 60 – algo que a Academia costuma apreciar. No papel de um ator de televisão em decadência, Leonardo DiCaprio, tem chances de disputar o Oscar de melhor ator. Brad Pitt, que interpreta o seu dublê e fiel escudeiro, talvez seja indicado como melhor ator coadjuvante.

Taron Egerton, responsável pelo retrato de Elton John em “Rocketman”, apresentado fora de competição de Cannes, é um forte candidato ao Oscar de melhor ator em 2020. Seu desempenho, de grande impacto emocional, já pode ser conferido nas telas do Brasil a partir desta quinta-feira, dia 30. Curiosamente, foi Rami Malek quem levou o Oscar da categoria entregue este ano, pela sua composição como o cantor Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”.

Fonte: Valor Econômico