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Setor público tem deficit de R$ 5,7 bilhões no 1º semestre

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O setor público consolidado –composto por governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras– ficou no vermelho no 1º semestre ao registrar deficit primário de R$ 5,74 bilhões. Apesar de negativo, é o melhor resultado para o período em 4 anos.

Nos primeiros 6 meses do ano passado o rombo havia sido maior, de R$ 14,42 bilhões. O resultado, divulgado nesta 2ª feira (29.jul.2019) pelo Banco Central, contabiliza a diferença entre as receitas e despesas desses entes, sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.

O resultado negativo do período foi puxado pelo governo central, que apresentou deficit de R$ 24,67 bilhões. As empresas estatais também ficaram no vermelho, em R$ 143 milhões. Os governos regionais, por sua vez, tiveram resultado positivo de R$ 19,08 bilhões e melhoraram a conta.

Em 2019, o setor público consolidado está autorizado a registrar deficit bem maior, de até R$ 132 bilhões. Segundo o chefe de Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, há uma sazonalidade nos resultado fiscais, que tradicionalmente são piores no 2º semestre que no 1º.

Quando incorporados os juros da dívida, o chamado resultado nominal, o rombo sobe para R$ 186,85 bilhões (5,35% do PIB). No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido negativo em R$ 217,4 bilhões (6,53% do PIB).

JUNHO E 12 MESES

Em junho, as contas registraram deficit de R$ 12,7 bilhões. Foi o melhor resultado para o mês desde 2016. Em junho do ano anterior, o rombo havia sido de R$ 13,49 bilhões.

No mês passado, o governo central registrou deficit de R$12,21 bilhões, os governos regionais de R$ 55 milhões e as empresas estatais, de R$ 439 milhões.

O resultado nominal ficou negativo em R$ 30,1 bilhões, contra R$ 57,94 bilhões em junho do ano passado.

Já em 12 meses, há resultado negativo de R$ 99,57 bilhões, o que equivale a 1,42% do PIB.

DÍVIDA PÚBLICA

A dívida líquida do setor público –balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais– passou de R$ 3,811 trilhões em maio (54,7% do PIB) para R$ 3,859 trilhões em junho (55,2% do PIB).

Já a dívida bruta –que, ao contrário da líquida, não considera os ativos do país– passou de R$ 5,48 trilhões (78,7% do PIB) para R$ 5,49 trilhões (também 78,7% do PIB). Esse é o cálculo utilizado para comparações internacionais.

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Poder360