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Venezuelanos protestam contra pedido da ONU pelo fim da violação direitos humanos

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Manifestantes venezuelanos apoiadores de Nicolás Maduro protestaram no sábado (13.jul.2019) em Caracas e outros Estados contra relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) que pede para que o governo da Venezuela pare de violar os direitos humanos.

O documento da agência da ONU para Direitos Humanos foi publicado pouco depois de uma visita à Caracas da alta comissária Michele Bachelet em 4 de julho. A informações foram divulgadas pelo G1.

“O nosso povo rejeita em cada uma das seus partes esse relatório apresentado pela senhora Bachelet e condena a atitude hipócrita, condena a atitude submissa, condena a atitude de cúmplice da senhora Bachelet”, disse o homem considerado o número 2 do chavismo, Diosdado Cabello, que liderou a mobilização e o comício que aconteceu em seguida.

O presidente Nicolás Maduro não participou da manifestação, mas celebrou as mobilizações em seu perfil no Twitter, as quais chamou de “extraordinárias”.

“Mobilização extraordinária do povo Bolivariano do estado de Sucre, que tomou as ruas de Cumaná em defesa da verdade. Nenhuma agressão dobrará nossa vontade para ser livre para sempre. Venezuela levanta sua voz contra mentiras e manipulações. Parabéns!”, disse.


Entre os manifestantes, estavam funcionários públicos e representantes de movimentos chavistas, que pediam a Bachelet que não se deixasse “manipular” pelo “império”.

Eis algumas imagens do protesto:

O RELATÓRIO

O relatório apresentado por Bachelet aponta que, especialmente desde 2016, o regime de Maduro e suas instituições iniciaram uma estratégia “orientada a neutralizar, reprimir e criminalizar a oposição política e quem critica o governo” com detenções arbitrárias, maus tratos e torturas.

Entre outros graves fatos, o documento afirma que as forças de segurança da Venezuela estão fazendo uso de esquadrões da morte para matar opositores e vêm sistematicamente forjando situações para parecer que as vítimas resistiram à prisão.

Segundo documento, o governo da Venezuela registou 5.287 mortes em operações de segurança em 2018, alegando que elas ocorreram em circunstâncias de “resistência à autoridade”.

Michelle Bachelet disse ainda que outras 1.569 mortes já foram registadas no 1º semestre de 2019 e que muitas delas parecem ter sido execuções extrajudiciais. Segundo o relatório, nos últimos 10 anos, e especialmente desde 2016, o regime de Maduro executou uma estratégia para “neutralizar, reprimir e incriminar adversários políticos críticos do governo”.

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